quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Sergipe pode abrigar complexo de usinas de energia nuclear

Sergipe pode abrigar um complexo de usinas de energia nuclear, com capacidade de até seis unidades, na área do Baixo São Francisco. 

 Os municípios com sítios potenciais a receber o empreendimento são Gararu, Porto da Folha e Poço Redondo. 

A construção deve produzir 7.200 megawatts (MW) de energia, movimentar um valor equivalente a US$ 5 bilhões para cada usina, podendo atingir até U$ 30 bilhões de investimento, com geração de, aproximadamente, 2 mil empregos.
Para tratar sobre este assunto, o governador Jackson Barreto recebeu nesta segunda-feira, 11, uma equipe de técnicos da Eletronuclear, subsidiária da Eletrobras, e executivos e profissionais da empresa China National Nuclear Corporation (CNNC) [Corporação Nacional Nuclear da China], grupo investidor que já atua na América do Sul. A estatal chinesa, já em 2014, possuía quatro centrais nucleares instaladas em seu país, com capacidade de 6,5 mil megawatts (MW) e mais cinco complexos em construção, que podem gerar 12,5 mil MW.

O governador acompanhou a apresentação do projeto da Eletronuclear, ouviu sobre a atuação do grupo chinês e se colocou a disposição das empresas. Ele ainda afirmou que o Governo do Estado continuará participando das discussões e que este é o primeiro passo do processo de instalação do complexo nuclear no Brasil.

“Estamos fazendo os primeiros entendimentos e pretendo fazer uma visita a Angra dos Reis. Estamos também demonstrando interesse para nos inserir nesse contexto e para que exista uma definição ao longo dos anos para que a União, através de um consórcio co-financiado, possa amanhã vislumbrar essa questão da energia. É evidente que, onde quer que seja instalado o complexo, a sociedade vai ter que ser ouvida, e que não podemos deixar de fazer política em longo prazo e pensar no futuro de Sergipe e do país dentro dessa discussão de alternativas para busca de energia”, declarou.

Jackson Barreto também comentou que existe uma preocupação com o meio ambiente e que o país precisa buscar alternativas de geração energia. “A China tem um know-how [conhecimento] muito forte, haja vista que começaram a estudar a implantação de usina nuclear em 1955, e hoje é um país com mais de 30 usinas e estão implantando em várias localidades. Nosso Brasil é continental e carente, principalmente na região Nordeste, de formas alternativas de energia. Estamos vendo o que ocorre com nossos rios, a partir do São Francisco, e não sabemos o que vai nos acontecer no futuro. E sem energia, como vamos desenvolver esse país? Não estou dizendo que a energia nuclear seja a única, pois existem alternativas, mas é a mais utilizada no mundo inteiro atualmente”, acrescentou. 

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