domingo, 19 de abril de 2015

Casal pede multa à Chesf de R$ 500 mil por mancha no São Francisco

Representantes da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) informaram, durante coletiva de imprensa, na manhã desta sexta-feira (17), que pediram uma multa de R$ 500 mil à Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) pelos prejuízos causados ao abastecimento de oito cidades do Sertão depois que uma mancha escura, de cerca de 28km, formou-se no rio São Francisco. O relatório aponta que o problema foi causado após a Chesf lançar sedimentos que estavam acumulados no fundo do lago, que teve as comportas abertas para limpeza pela primeira vez em mais de 30 anos. Os materiais orgânicos geraram um ambiente propício para a proliferação das algas.

O relatório de análise de coletas da água, produzido pelos técnicos da distribuidora, será entregue ao Instituto do Meio Ambiente (IMA) e aos Ministérios Públicos Estadual (MPE) e Federal (MPF).

A Casal informou que foi notificada pela Chesf, no fim do mês de fevereiro, de que seria feita a abertura das comportas. Desde o comunicado, a distribuidora confirmou que estava com dificuldades para limpeza da água em duas estações de tratamento localizadas na região do Sertão.

Segundo o assessor da presidência da Casal, Jorge Briseno, de 7 a 14 de abril, a limpeza ficou impossibilitada porque foi registrado um excesso de algas na localidade. Por causa desse obstáculo, o abastecimento foi interrompido em oito municípios durante oito dias.

O acúmulo de algas, de acordo com Briseno, foi causado por três fatores distintos: primeiro, o fato de o rio, naquela localidade, ter característica de lago, sem correnteza e com baixa vazão; segundo, o forte sol; e terceiro, a grande quantidade de material orgânico depositado no local, o que favoreceu o surgimento de organismos. A suspeita é a de que esses três eventos aconteceram de forma simultânea, expandindo rapidamente a mancha escura no rio.

Segundo a Casal, as algas marinhas encontradas no São Francisco não são tóxicas, mas produzem bastante oxigênio. Com o passar dos dias, elas consomem o próprio oxigênio que produziram e ainda sugam da água, o que pode provocar a mortandade de peixes.

“Da parte da Casal, o abastecimento já foi regularizado. Para isso, houve uma maior vazão da água por conta da Chesf, o que empurrou as algas”, explicou Briseno. Pela explicação dele, a Chesf não teria se dado conta do sedimento armazenado durante décadas no fundo das comportas. No total, mais de 23 milhões de metros cúbicos de água estavam acumulados no local onde as comportas foram abertas. Desse total, apenas 26% permaneceu após a abertura das comportas.

A multa, segundo Briseno, foi pedida para compensar os prejuízos causados pela interrupção de oito dias no abastecimento de oito cidades. A companhia foi obrigada a contratar mão-de-obra e montar uma estratégia emergencial para suprir o fornecimento de água nestas localidades.

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